o território e eu



ain't got no - i got life


às vezes quando parece que não temos nada ...

temos-nos a nós mesmos ... temos os nossos braços, as nossas mãos, os nossos dedos ... temos a nossa liberdade ... temos a nossa vida!!


..:: Ain't Got No / I Got Life ::..
::.. Nina Simone ..::

Ain't got no home, ain't got no shoes
Ain't got no money, ain't got no class
Ain't got no skirts, ain't got no sweaters
Ain't got no Perfume, ain't got no beard
Ain't got no mind

Ain't got no mother, ain't got no culture
Ain't got no friends, ain't got no schooling
Ain't got no love, ain't got no name
Ain't got no ticket, ain't got no token
Ain't got no God

What have I got?
Why am I alive anyway?
Yeah, what have I got?
Nobody can take away

I got my hair, I got my head
I got my brains, I got my ears
I got my eyes, I got my nose
I got my mouth, I got my smile

I got my tongue, I got my chin
I got my neck, I got my boobs
I got my heart, I got my soul
I got my back, I got my sex

I got my arms, I got my hands
I got my fingers, Got my legs
I got my feet, I got my toes
I got my liver, Got my blood

I've got life, I've got my freedom
I've got the life

I got a headache, and toothache,
And bad times too like you,
I got my hair, I got my head
I got my brains, I got my ears
I got my eyes, I got my nose
I got my mouth, I got my smile

I got my tongue, I got my chin
I got my neck, I got my boobies
I got my heart, I got my soul
I got my back, I got my sex

I got my arms, I got my hands
I got my fingers, Got my legs
I got my feet, I got my toes
I got my liver, Got my blood

I've got life, I've got my freedom
I've got life, I'm gonna keep it
I've got life, I'm gonna keep it




as cores de ...



Frida Kahlo ::diário gráfico::


diário gráfico



diário gráfico

aqui fica uma ideia (ou uma lembrança) para os que gostam de desenhar ... em qualquer lugar!


é natal! é natal!




um feliz e santo natal!


lomonatal



tenho andado a descurar a lomografia ... e também a fotografia ... nestes dias de frio invernoso nem apetece fazer nada ... e eu que até ando sempre com a action-sampler na mala ... mas os meus dias começam tarde ... e tarde significa que às 17h já é quase noite e muito mau para as lomos/fotos ... ando com vontade de tirar umas fotos nocturnas às luzes de natal da baixa ... sábado vou fazer uma incursão lomonatalícia com a Re ... a ver vamos no que dá!!


o inominável parte II



aqui segue o excerto de que falei no post anterior:


"Agora, onde? Agora, quando? Agora, quem? Sem perguntar a mim mesmo. Dizer eu. Sem pensar. E dizer que são perguntas, hipóteses. Ir em frente, dizer que é ir, dizer que é em frente. Será possível que um dia, vá lá, um primeiro passo, eu tenha apenas ficado num lugar de onde, hábito antigo, costumava sair para ir passar dia e noite o mais longe possível de minha casa, e nunca era longe. Pode ter começado assim. Nunca mais farei perguntas a mim mesmo. Julgamos estar apenas a descansar, para depois agirmos melhor, ou sem ideias feitas, mas passado pouco tempo vemo-nos impossibilitados de fazer seja o que for. Pouco importa como isto aconteceu. Isto, dizer isto, sem saber o que foi. Talvez não tenha feito mais do que confirmar um velho facto consumado. Mas não fiz nada. Pareço falar de mim, mas não sou eu, não é de mim. Como fazer, como vou fazer, que devo fazer, na situação em que estou, como hei-de proceder? Por mera aporia ou por afirmações e negações que vão sendo infirmadas, ou que acabarão por ser infirmadas, mais cedo ou mais tarde. Isto, de uma forma geral. Deve haver outros viés. Se não, seria caso para desesperar de tudo. E é mesmo caso para desesperar de tudo. Note-se, antes de continuar, de seguir em frente, que falo em aporia sem saber o que isso significa. Será possível ser-se eféctico a não ser não sabendo que se é? Não sei. Os sim e os não são outra coisa, ocorrer-me-ão à medida que for avançando, bem com a forma de lhes cagarem cima, mais cedo ou mais tarde, como um pássaro, sem me esquecer de um só. É o que dizem. O facto, se na situação em que estou se pode falar de factos, parece ser não só que vou ter de falar de coisas de que não quero falar, mas, ainda por cima, o que é ainda mais interessante, que eu, o que é ainda mais interessante, que eu, já não sei, não importa. Mas sou obrigado a falar. Nunca me calarei. Nunca."


o inominável parte I



comecei a ler Samuel Beckett ... e comecei a ler o inominável ... desconhecendo que é uma trilogia composta por "molloy", "malone dies" e "the unnamable".


certo é que assim que o comecei a ler revi-me no modo como escreve, naquilo em que se questiona ... um primeiro parágrafo de página e meia cheia de significado que eu sinto como meu ...


sobe, sobe, balão sobe



..:: SOBE, SOBE, BALÃO SOBE ::..
::.. Manuela Bravo ..::

Bada bada bada bada bada da... bada bada bada bada bada da...
Sobe, sobe, balão sobe
Sobe, sobe, balão sobe

Eu vivo a sonhar, não pensem mal de mim, quanto mais não vale viver a vida assim?
Nas asas do sonho é bom andar sem norte, não preciso vistos nem uso passaporte

Não tenho limites, parar não é comigo, se ouço o meu amor, dizer: "Eu vou contigo!"
Ter essa certeza é luz dum novo dia, vai, meu balão d'oiro envolto em fantasia

Sobe, sobe, balão sobe, vai pedir àquela estrela que me deixe lá viver e sonhar
Levo o meu amor comigo pois eu sei que encontrei o lugar ideal para amar

Sobe, sobe, balão sobe, vai pedir àquela estrela que me deixe lá viver e sonhar
Levo o meu amor comigo pois eu sei que encontrei o lugar ideal para amar

Sobe, sobe, balão sobe, vai pedir àquela estrela que me deixe lá viver e sonhar
Levo o meu amor comigo pois eu sei que encontrei o lugar ideal para amar

Sobe, sobe, balão sobe, vai pedir àquela estrela que me deixe lá viver e sonhar
Levo o meu amor comigo pois eu sei que encontrei o lugar ideal para amar

La la la la la la la... la la la la la la la... la la la la la la la... la la la...
Levo o meu amor comigo pois eu sei que encontrei o lugar ideal para amar

Sobe, sobe, balão sobe
Balão sobe
(La la la la la la la... la la la la la la la... la la la...)



a Time Magazine ensandeceu ...





... só pode !!! ... personalidade do ano ... my ass ...

"George W. Bush foi eleito Personalidade do Ano 2004 pela revista Time.
O chefe de redacção justifica a escolha em editorial dizendo que Bush manteve-se firme nas suas posições e na liderança dos Estados-Unidos, que adaptou as regras da política ao seu estilo de cowboy e que conseguiu levar a maioria dos eleitores norte-americanos a acreditar que ele merece estar mais quatro anos na Casa Branca.

Apesar de todas as críticas que envolvem as opções do Presidente norte-americano em termos de política externa, é a segunda vez que a Time elege Bush como personalidade do ano. A primeira vez foi em 2000, quando venceu Al Gore com menos votos do que o opositor.

Em 2003 a Time elegeu como personalidade do ano o "soldado norte-americano". Numa longa entrevista à Time, Bush afirma que gostaria de ser lembrado como um homem que trabalhou para a liberdade no Mundo. A direcção da Time diz ainda que ponderou escolher outros nomes, como o dos realizadores Michael Moore ou Mel Gibson".


silêncio e tanta gente



..:: SILÊNCIO E TANTA GENTE ::..

::.. Maria Guinot ..::

Às vezes é no meio do silêncio que descubro o amor em teu olhar
É uma pedra, é um grito que nasce em qualquer lugar
Às vezes é no meio de tanta gente que descubro afinal aquilo que sou
Sou um grito ou sou uma pedra de um lugar onde não estou

Às vezes sou o tempo que tarda em passar
E aquilo em que ninguém quer acreditar
Às vezes sou também um sim alegre ou um triste não
E troco a minha vida por um dia de ilusão
E troco a minha vida por um dia de ilusão

Às vezes é no meio do silêncio que descubro as palavras por dizer
É uma pedra ou é um grito de um amor por acontecer
Às vezes é no meio de tanta gente que descubro afinal p'ra onde vou
E esta pedra e este grito são a história daquilo que eu sou


Às vezes sou o tempo que tarda em passar
E aquilo em que ninguém quer acreditar
Às vezes sou também um sim alegre ou um triste não
E troco a minha vida por um dia de ilusão
E troco a minha vida por um dia de ilusão


Às vezes sou o tempo que tarda em passar
E aquilo em que ninguém quer acreditar
Às vezes sou também um sim alegre ou um triste não
E troco a minha vida por um dia de ilusão
E troco a minha vida por um dia de ilusão


the one and only ...




rudolph "the red-nosed reindeer"


...




... "as imagens" ...


simcity




ora aqui está uma ferramenta boa para o meu percurso em território!

será um bom investimento?? afinal sempre são €47,95 ...

ora aqui está uma boa prenda para o meu sapatinho!


era uma vez uma diva




e aqui está ela ... a supreme Diana Ross ... e isto tudo porque ando "numa de" oldies ...

influências da Rádio Marginal ... o fm mais perto do mar ...



china beach




o post anterior não aparece do nada ...
"reflections", um hit da motown interpretado pelas The Supremes, é a música do genérico de uma série que eu adorava ver quando era adolescente.
estou a falar da melhor série alguma vez realizada sobre o vietnam, visto sob uma perspectiva feminina, que eu conheça - "china beach"


reflections



"Reflections"

The Supremes

Through the mirror of my mind
Time after time
I see reflections of you and me

Reflections of
The way life used to be
Reflections of
The love you took from me

Oh, I'm all alone now
No love to shield me
Trapped in a world
That's a distorted reality

Hapiness you took from me
And left me alone
With only memories

Through the mirror of my mind
Through these tears that I'm crying
Reflects a hurt I can't control
'Cause although you're gone
I keep holding on
To the happy times
Oh, when you were mine

As I peer through the window
Of lost time
Looking over my yesterdays
And all the love I gave all in vain
(All the love) All the love
That I've waisted
(All the tears) All the tears
That I've taisted
All in vain

Through the hollow of my tears
I see a dream that's lost
From the hurt
That you have caused

Everywhere I turn
Seems like everything I see
Reflects the love that used to be

In you I put
All my faith and trust
Right before my eyes
My world has turned to dust

After all the nights
I sat alone and wept
Just a handful of promisses
Are all that's left of loving you

Reflections of
The way life used to be
Reflections of
The love you took from me

In you I put
All my faith and trust
Right before my eyes
My world has turned to dust...


máquina digital



pois é ... tenho andado em negociações com o meu progenitor para uma futura troca de máquina fotográfica digital. A minha nikon coolpix 775 com 2 megapixeis já está desactualizada e como é óbvio gostava de ter uma mais xpto. E como o meu pai quer comprar uma para ele pensei logo em fazer negócio!!

eu: "ó pai a minha serve perfeitamente para ti ... e tem uma excelente imagem ... "
pai: "hummmmm ..."
eu: "e quanto pensas dar por uma nova para ti?"
pai: "€ 200,-"
eu: "vendida!!!!!"

e então a minha escolha foi para uma sony ... pelo que tenho visto têm imensas funcionalidades, coisa que a minha não tem e são resistentes. Depois de várias incursões pela net (a ver especificações disto e daquilo) decidi-me por esta sony ciber-shot dsc-p73 mas em azul - linda de morrer na worten por €249,-.

a ver vamos se o meu pai vai na conversa!!!

ps: mas vejam bem que a nikon de 2001 ainda tem este preço nova !!!!


anúncios whiskas



aqui ficam alguns anúncios:



este está de morrer - ratinho bungee jumping

atenção se sofre do coração não veja este anúncio - ratinho gaita de foles

este acho que já toda a gente viu - ratinho dançante

este é muito institucional - gatinho

este também já toda a gente conhece - bruno

só mesmo atrás de comida é que um gato faz isto - prova de agilidade


estava a esquecer ... será que o ratinho finalmente provou whiskas??




Os políticos e a lei de Gresham


Aníbal Cavaco Silva

«Cabe às elites profissionais contribuírem para afastar da vida partidária portuguesa a sugestão da lei de Gresham, isto é, contribuírem para que os políticos competentes possam afastar os incompetentes.»

Nos anos recentes, muito se tem falado de uma certa degradação da qualidade dos agentes políticos em Portugal, da sua credibilidade, competência e capacidade para conduzir os destinos do país. Independentemente de ser de facto assim, o certo é que há hoje uma forte percepção da parte da opinião pública de que, em geral, a qualidade dos agentes políticos tem vindo a baixar.

Para isso tem contribuído, entre outros factores, o afastamento crescente das elites profissionais, dos quadros técnicos qualificados da vida político-partidária activa. Os políticos profissionais de valor, com uma carreira seriamente estruturada, ficam, assim, mais mal acompanhados.

Num documento da Associação para o Desenvolvimento Económico e Social (SEDES), de Fevereiro de 2002, falava-se da «centrifugação de alguns dos melhores valores do pessoal político e da gestão superior do Estado e incapacidade de atrair novos valores, nomeadamente entre os mais jovens» como um dos sinais preocupantes da deterioração do nosso sistema político.

Três razões podem ser avançadas para explicar a atitude de afastamento das elites profissionais da vida político-partidária.

Por um lado, a sua convicção de que, fazendo Portugal parte da União Europeia, não há risco de retrocesso do regime democrático de tipo ocidental em que vivemos.

Por outro, o convencimento das elites de que a participação activa na actividade política tem custos elevados - custos materiais e de exposição pública - e de que podem influenciar as decisões políticas de outra forma - através de contactos pessoais, associações ou corporações de interesses.

Mas talvez a razão mais forte do afastamento das elites resida na ideia de que, nos dias de hoje, o mercado político-partidário não é concorrencial e transparente, de que existem barreiras à entrada de novos actores, de que não são os melhores que vencem porque os aparelhos partidários instalados e os oportunistas demagógicos não olham a meios para garantir a sua sobrevivência nas esferas do poder.

A ser assim, a lei da economia, conhecida pela lei de Gresham, poderia ser transposta para a vida partidária portuguesa com o seguinte enunciado: os agentes políticos incompetentes afastam os competentes. Segundo a lei de Gresham a má moeda expulsa a boa moeda.

O afastamento das elites profissionais (e também das elites culturais) da vida político-partidária, ao contribuir para a deterioração da qualidade dos agentes políticos, prejudica a credibilidade das instituições democráticas e a ética de serviço público, aumenta os erros dos decisores políticos face aos objectivos de bem-estar social definidos e favorece os comportamentos políticos em função de interesses particulares ou partidários, em lugar do interesse nacional. Daqui resulta menos desenvolvimento e modernização do país, mais injustiças sociais e maior desencanto dos cidadãos em relação à democracia.

Já em Outubro de 2001, num documento divulgado pela Associação Empresarial de Portugal, se manifestava preocupação pelos custos da «mediocridade na actividade política».

Sendo assim, uma questão que tenderá a assumir relevância crescente para a qualidade da nossa democracia e para o desenvolvimento e modernização do país será a de como trazer de volta à vida político-partidária pessoas qualificadas, dispostas a servir honestamente a comunidade. Nesse sentido, interessaria desenvolver acções visando o reforço da transparência e democraticidade na actividade partidária, o aprofundamento da educação para a cidadania activa e a melhoria da informação sobre a actuação dos agentes políticos. Tal como interessaria promover debates sérios e aprofundados sobre as políticas públicas e ter a coragem de aumentar a remuneração dos agentes políticos, por forma a atrair quadros de reconhecido valor e que vivem dos rendimentos do trabalho.

Se nada for feito, é provável que a situação continue a degradar-se e só se inverta quando se tornar claro que o país se aproxima de uma crise grave. Então, algumas elites poderão chegar à conclusão de que está em causa o seu próprio futuro e dos seus familiares e que os custos de alheamento da actividade político-partidária são maiores dos que os custos de participação. Mesmo assim, haverá que contar com a resistência à mudança dos aparelhos partidários instalados, o que pode levar ao arrastamento da situação.

Do ponto de vista nacional, seria desejável que o país não descesse até ao ponto de crise e que a inversão da tendência ocorresse o mais cedo possível.

Face aos sinais preocupantes que têm vindo a emergir nos mais variados domínios, do sistema educativo ao sistema de justiça, da administração pública à economia, penso que é chegado o momento de difundir na sociedade portuguesa um grito de alarme sobre as consequências da tendência para a degradação da qualidade dos agentes políticos, de modo a que os portugueses adoptem uma atitude mais participativa e exigente nas suas escolhas eleitorais e as elites profissionais acordem e saiam da posição, aparentemente cómoda, de críticos da mediocridade dos políticos e das suas decisões e aceitem contribuir para a regeneração da actividade política.

Por interesse próprio e também por dever patriótico, cabe às elites profissionais contribuírem para afastar da vida partidária portuguesa a sugestão da lei de Gresham, isto é, contribuírem para que os políticos competentes possam afastar os incompetentes.

Recordo que Portugal, desde 2001, tem vindo sistematicamente a afastar-se do nível de desenvolvimento da vizinha Espanha e da média da Europa dos quinze e que esta tendência irá manter-se no futuro, de acordo com as previsões para 2005-06 recentemente publicadas pela Comissão Europeia. Até quando?

Ex-primeiro-ministro




o rei está morto!!!


agora ando à procura do artigo do Cavaco Silva ... para tentar perceber o que desencadeou toda esta situação ...


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