P'lo o eu do território a 21.2.05
estou contente, toda dorida (por estar o dia inteiro de pé), mas contente ...
nem imaginam o gozo que me deu contar ontem os votos ...
os poucos nulos e brancos que encontramos só reforçam a ideia de que as pessoas desta vez vieram votar com sentido cívico
P'lo o eu do território a 19.2.05
estava eu a escrever a posta anterior quando se me assomou uma ideia:
para um futuro negro ... um voto em branco
* para aqueles que acham que votar em branco é a melhor opção nestas eleições
P'lo o eu do território a 
as eleições estão à porta ...
costumo ir para as mesas de voto, mas nestas eleições todos os partidos apresentaram nomes para as mesas e eu não constava nesse agrupamento ... o meu pai, que sempre esteve nas mesas, desta vez descartou-se da sua "obrigação" cívica e passou-me a mim o testemunho ...
e que grande responsabilidade que é ...
sempre que estive nas mesas foi como escrutinadora (aquele pessoal que está de lápis na mão e que aponta quem já foi votar, etc) ... de repente fiquei com a incumbência de ser presidente de mesa (a nº1) ... coisa que nunca fiz na minha vida (e que é aquela pessoa que está atrás da urna de voto e recebe os eleitores).
e qual é o stress?? já que estive em várias mesas não devia ser novidade ... certo??
errado ... a mesa nº1 é a mesa a que todos os anciãos da freguesia vão votar ... a "velha guarda" ... aqueles que lutaram contra a ditadura ... aqueles que mesmo quase não podendo andar, ver, às vezes nem ler sabem ... mas cumprem o seu acto cívico com a convicção firme que "DITADURA, NUNCA MAIS!" ... e são aqueles que mais lutaram (e que agora podiam descansar) que continuam a lutar ... porque aqueles a quem o futuro se assoma negro não se dão ao trabalho de ir votar ... nem que seja em branco ...
P'lo o eu do território a 
considero o fado de cada um como o meu fado
não há fado que me assente melhor que este
não sei porquê ... não consigo explicar ... concerteza que a letra diz tudo ... mas é a melodia ...
aquela melodia sofrida que me deixa arrepiada
aquele modo de cantar ... tão AMÁLIA
P'lo o eu do território a 
:: Fado de cada um ::
.. Amália Rodrigues ..
Bem pensado
Todos temos nosso fado
E quem nasce mal fadado
melhor fado não terá
Fado é sorte
E do berço até á morte
Niguem foge por mais forte
Ao destino que Deus dá
Meu fado amargurado
A sina minha bem clara se revelou,
Pois cantando seja quem for adivinha
na minha voz soluçando que eu finjo ser quem não sou
Bem pensado
Todos temos nosso fado
E quem nasce mal fadado
melhor fado não terá
Fado é sorte
E do berço até á morte
Niguem foge por mais forte
Ao destino que Deus dá
Tal seria poder um dia trocar-se o fado por outro fado qualquer
Mas agente já tem o fado marcado
E nenhum mais inclemente
do que este de ser mulher
Bem pensado
Todos temos nosso fado
E quem nasce mal fadado
melhor fado não terá
Fado é sorte
E do berço até á morte
Niguem foge por mais forte
Ao destino que Deus dá
* letra de Silva Tavares
música de Frederico de Freitas
P'lo o eu do território a 
honda
zoomer
podem já começar a amealhar para a minha prenda de anos ... eh eh!
P'lo o eu do território a 
andava eu há já não sei quanto tempo para ver este filme ... deu-me para isto ... fui à blockbuster buscar também o "young adam" ... só filmes bons para "aliviar a cabeça" ... vou agora a seguir ver o outro ... (logo volto para comentar)
gostei do "spider" ... o ralph é um excelente actor, mesmo quando o que tem de representar é um ser vivo ensimesmado e palrador/escritor de uma linguagem ininteligível que passa a maior parte do tempo a sonhar acordado
e o cronenberg surpreende pela falta de imagens de crua violência como nos tinha habituado com o fabuloso "crash"
P'lo o eu do território a 7.2.05
..:: Coisas Fáceis ::..
::.. Luciana Mello ..::
Coisas fáceis, fazer um agrado
Coisas fáceis, abrir um sorriso
Coisas fáceis, estender os braços
Coisas fáceis, agir com juízo
Coisas fáceis, mostrar o caminho
Coisas fáceis, dizer a verdade
Coisas fáceis, cuidar com carinho
Coisas fáceis, viver com vontade
São coisas pra se fazer
Sem esperar recompensa
São coisas pra se querer
Coisas tão simples
E tão difíceis de esquecer
Um abraço, um sorriso, um aceno
Coisas fáceis
Gestos tão pequenos
Coisas fáceis
P'lo o eu do território a 
devia tornar-me accionista da martini ... de tanto martini bianco que já bebi ... e que vou continuar a beber!!
... hoje foi mais um desses dias ...
sentada no páginas tantas à conversa com um amigo que já não fala há que tempos ... e tão bem que me soube ... beijo grande e um abraço do tamanho do mundo P.S. (nada de insinuações politicas :p) estivemos também a falar de política ... coisa de estranhar em mim, não??? eh eh!!
e também estivemos a falar na vida ... e de como ela vai correndo ... e das pessoas com quem estamos ... e dos nossos amigos em comum ...
claro que o martini serviu de aperitivo à conversa ... como sempre ... gostei ... é por isso que gosto do páginas tantas ... trás sempre boas recordações ...
o jazz suave ... o poder conversar sem gritar ...
P'lo o eu do território a 
::.. Vincent ..::
..:: Don McLean ::..
Starry, starry night
Paint your palette blue and grey
Look out on a summer's day
With eyes that know the darkness in my soul
Shadows on the hills
Sketch the trees and daffodils
Catch the breeze and the winter chills
In colours on the snowy linen land
Now I understand
What you tried to say to me
And how you suffered for your sanity
And how you tried to set them free
They would not listen
They did not know how
Perhaps they'll listen now
Starry, starry night
Flaming flowers that brightly blaze
Swirling clouds and violet haze
Reflect in Vincent's eyes of china blue
Colours changing hue
Morning fields of amber grain
Weathered faces lined in pain
Are soothed beneath the artists' loving hand
Now I understand
What you tried to say to me
And how you suffered for your sanity
And how you tried to set them free
They would not listen
They did not know how
Perhaps they'll listen now
For they could not love you
But still your love was true
And when no hope was left inside
On that starry, starry night
You took your life as lovers often do
But I could have told you Vincent
This world was never meant for one as beautiful as you
Like the strangers that you've met
The ragged men in ragged clothes
The silver thorn of bloody rose
Lie crushed and broken on the virgin snow
Now I think I know
What you tried to say to me
And how you suffered for your sanity
And how you tried to set them free
They would not listen
They're not listening still
Perhaps they never will...
P'lo o eu do território a 6.2.05
O tempo perguntou ao tempo quanto tempo o tempo tem.
O tempo respondeu ao tempo que não tem tempo para dizer ao tempo que o tempo do tempo é o tempo que o tempo tem.
trava línguas ...
Sabendo o que sei e sabendo o que sabes e o que não sabes e o que não sabemos, ambos saberemos se somos sábios, sabidos ou simplesmente saberemos se somos sabedores.
Maria-mole é molenga, se não é molenga, não é maria-mole. É coisa malemolente, nem mala, nem mola, nem Maria, nem mole.
Tinha tanta tia tantã.
Tinha tanta anta antiga.
Tinha tanta anta que era tia.
Tinha tanta tia que era anta.
Olha o sapo dentro do saco.
O saco com o sapo dentro, o sapo batendo papo e o papo soltando o vento.
O peito do pé de Pedro é preto.
Quem disser que o peito do pé de Pedro é preto, tem o peito do pé mais preto que o peito do pé de Pedro.
P'lo o eu do território a 
andava eu nas minhas andanças bloguísticas ... a saltitar de blogue em blogue ... de link em link ... quando dei de caras com uma "posta" que falava sobre o facto de a legislação ser "orientadora" de comportamentos ... e referia-se (se não estou em erro) ao facto de nos estados unidos durante as crises raciais da década de 60 se ter criado leis contra a discriminação racial ... e que estas leis tiveram um impacto positivo na sociedade.
a minha "colagem" a essa "posta" (que não sei de quem é, infelizmente) acontece porque considero que as mentalidades deste país só vão começar a alterar-se apartir do momento em que a legislação contemple todas as incongruências da nossa sociedade.
assim que a legislação contemple o aborto, a eutanásia, o casamento entre pessoas do mesmo sexo, so on, so on ... é que a sociedade vai deixar de discutir sobre isso, porque nessa altura apenas poderão existir os "objectores de consciência" ... e fim das discussões patéticas sobre o sexo dos anjos.